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2 de dezembro de 2010

Dia do Relações Públicas!

Relações Públicas: um breve histórico

A atividade de relações públicas, como a conhecemos hoje, tem como princípio a promoção de diálogo entre diferentes públicos, porém é muito mais antiga do que se imagina, tendo em vista que acompanhava majestades e políticos, sob outras alcunhas como, por exemplo, "conselheiro". Além disso, para alguns, está relacionado à origem da necessidade humana de comunicar e à prática do bom relacionamento. Entretanto, essa atividade só começa a adquirir forma e recebe uma denominação no início do século XX, com o desenvolvimento do capitalismo, e se estrutura somente no pós-Segunda Guerra Mundial.
O surgimento da profissão, propriamente dito, é atribuido ao norte-americano Ivy Lee, que foi o pioneiro a utilizar princípios de RP, nos primeiros anos do século XX. No Brasil, em 30 de janeiro de 1914, a empresa canadense de eletricidade Light & Power Co. Ltd., hoje Eletropaulo Eletricidade de São Paulo S.A., criou um departamento de Relações Públicas, tendo à frente Eduardo Pinheiro Lobo, patrono da profissão no país. No entanto, apesar de algumas iniciativas anteriores, isoladas na esfera governamental, seu desenvolvimento só viria a ocorrer a partir da década de 1950. Em 1953, é inaugurado o primeiro curso de RP no Brasil.
No que diz respeito às competências do profissional, abre-se um leque de oportunidades. O Relações Públicas se ocupa da imagem de indivíduos e organizações, portanto pode atuar na promoção de ações para a valorização de empresas e marcas, atender a reclamações e solicitações de consumidores e, assim, melhorar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos pela empresa, orientar personalidades sobre etiqueta e comportamento, criar canais de comunicação com os diversos públicos e divulgar os valores e políticas da organização, organizar eventos como palestras, exposições e recepções, realizar pesquisas de opinião pública, etc.

Hoje, em comemoração ao dia do Relações Públicas, queremos desejar que a nossa (futura) profissão cresça a cada dia, de forma que possa contribuir com a comunicaçao no mundo. Gostaríamos também de parabenizar todos os profissionais e estudantes da área, pois nós sabemos onde tudo começou e trabalhamos para o que está por vir. FELIZ DIA DO RELAÇÕES PÚBLICAS!

29 de junho de 2010

5 Pecados e Crise

Infelizmente, o blog não permite a postagem de vídeos com mais de 100 MB. Então, quem tiver interesse, deixe um comentário com seu e-mail que eu enviarei os vídeos Crise e 5 Pecados

Caso de Sucesso - Hora do Planeta

28 de junho de 2010

Opinião pública

Crises

Temas sensíveis

A importância da Comunicação Corporativa nas Relações Públicas

Material da palestra

Conforme foi sugerido, estamos disponibilizando aqui os slides e vídeos utilizados pela palestrante Lalá Aranha em sua participação no projeto FACOS Excelência.

As apresentações de slide são:

  1. A importância da Comunicação Corporativa nas Relações Públicas
  2. Temas Sensíveis
  3. Crises

Os vídeos são:

  1. Opinião Pública - Sérgio Moraes, deputado federal: "Estou me lixando para o que dizem os jornais"
  2. 5 Pecados
  3. Aplausos para Steve Jobs
  4. Caso de Sucesso: A Hora do Planeta
  5. Crise

18 de junho de 2010

Como surgiram as Relações Públicas?

Nos Estados Unidos:
A atividade de Relações Públicas começa a ser estruturada durante a Primeira Guerra mundial. Ivy Lee funda a atividade, sendo o primeiro a colocar em prática os princípios e técnicas de RP. Ele criou o primeiro escritório em Nova York, e em 1914 teve seu primeiro trabalho, como consultor pessoal de John D. Rockefeller Júnior (fundador da primeira empresa petrolífera norte-americana, a Standard Oil). Este via necessidade de tentar explicar suas atividades ao público. Ivy Lee tomou atitudes como dispensar os seguranças da família Rockefeller, abrir as portas da organização para a imprensa e admitir o diálogo com líderes da comunidade e do governo. O empenho de Lee transformou o “homem odiado pela opinião pública dos EUA”, em um herói. Ivy Lee quebra totalmente o lema de William D. Vanderbilt – “o público que se dane!” – e o substitui por: “o público tem de ser informado”. Teobaldo dá exemplos do uso das Relações Públicas no contexto da Primeira Guerra Mundial. São eles, a crise de 1929 e o acordo “New Deal”, onde estes exigiram a presença de técnicas de RP para esclarecer a real situação que o país vinha atravessando no campo econômico financeiro. Bernays escreve que, nessa época, estourou uma revolução em Relações Públicas, através da idéia de que o interesse público e o interesse privado deveriam coincidir exatamente.

No Brasil:
O primeiro departamento de Relações Públicas é criado em 30 de janeiro de 1914 pela Light & Power Co. Ltd. (atual Eletropaulo Eletricidade de São Paulo S/A). Porém, é somente nos anos 50 que as Relações Públicas ganham maior forma, correspondendo à arrancada brasileira na industrialização.Simas Pereira afirma que as indústrias de base inauguram as relações públicas no Brasil. Estas indústrias, por se situarem como “sustentáculos do desenvolvimento industrial”, enfrentam sérios problemas que necessitam do emprego das técnicas de RP.“Getúlio Vargas foi um grande RP”. A afirmação corresponde à criação da DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) por Getúlio, à sistematização e aplicação da imensa legislação social, ao avanço industrial, à criação da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), à instituição do sindicato, à abolição do confronto entre capital e trabalho, com o Estado assumindo a intermediação, etc. Assim, Getúlio Vargas conseguiu harmonizar as relações capital-trabalho, cuidando dos interesses dos trabalhadores e dos interesses do capital em geral.

Texto por Alessandra Cioqueta, à partir do primeiro capítulo do livro Relações públicas no modo de produção capitalista (Relações públicas na história recente do capitalismo), de Cicilia Krohling Peruzzo

26 de maio de 2010

Qual é a diferença?

Marketing e Relações Públicas, responsabilidade social, filantropia e compromisso social, são abordagens que exercem funções essenciais nas organizações. Porém, existem algumas diferenças que você precisa entender para ser um profissional qualificado em comunicação organizacional. Confira!

VOCÊ SABE QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ....

MARKETING E RELAÇÕES PÚBLICAS?

As relações públicas englobam a parte institucional e corporativa das organizações. Como atividade profissional pensam em estratégias comunicacionais de relacionamento, supervisionam e coordenam programas e comunicação com públicos e prevêem e gerenciam conflitos e crises que atingem as organizações. Já o marketing enfatiza o mercado, o produto ou o serviço e ainda a satisfação do consumidor a partir de modelos de competitividade para atingir objetivos econômicos. (Renata Bastos e Marcelo Costa)

O marketing trabalha o concreto, atende à demanda por determinados produtos, faz campanha de vendas. As relações públicas também se relacionam com os clientes, porém visam a consecução de valores intangíveis e para alcança-los, articulam áreas de interesse entre os públicos. Além de agregar valores, as relações públicas geram confiança à organização. (Eveline Ugalde)

Segundo Kunsch (2003), especialistas de marketing estão reconhecendo que a atividade de relações públicas vai muito além da simples divulgação ou promoção de produtos, serviços e/ou organizações. É de responsabilidade das relações públicas construir uma imagem positiva perante os públicos e a opinião pública. As preocupações das relações públicas ultrapassam os limites do mercado e dos produtos. Seu terreno é muito mais amplo que o de marketing, pois trabalha com as organizações na totalidade, além de enfatizar o lado institucional e corporativo das organizações. As relações públicas identificam os públicos, suas reações, percepções, desenvolvendo estratégias comunicacionais voltadas para o relacionamento entre os públicos e as organizações. (Leia Liberali)

RESPONSABILIDADE SOCIAL, FILANTROPIA E COMPROMISSO SOCIAL?

Responsabilidade Social é a preocupação das empresas com a sociedade, cuidando do meio ambiente, com investimentos na educação, por exemplo. Quando essas mesmas ações são realizadas com o propósito de promover a empresa e não de fato ajudar a sociedade, esta organização não exerce a filantropia. Já o compromisso social busca “ensinar a pescar sem dar o peixe”. É uma preocupação real com o bem estar da sociedade. (Rogério Correa)

Responsabilidade social é um estágio mais avançado no exercício da cidadania corporativa, ela está relacionada á consciência social e ao dever cívico, é uma ação coletiva, onde toda a empresa age em favor da cidadania, respeitando e estimulando a cidadania corporativa. Ao contrário das ações de filantropia, as ações de responsabilidade social necessitam de uma certa periodicidade, método e sistematização, ou seja, um gerenciamento dessas ações, que em geral buscam a sustentabilidade da sociedade e retorno econômico. A filantropia é uma “simples doação”, fruto da maior sensibilidade e consciência social do empresário. A filantropia não busca retorno algum, apenas um conforto moral e pessoal de quem pratica. (Mariana Magalhães e Julia Busanello)

RESPONSABILIDADE SOCIAL é o compromisso da empresa em contribuir com o desenvolvimento, o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida dos empregados, suas famílias e a comunidade em geral. Pode ser através de serviço comunitário e governamental, doações e controle ambiental. Faz parte da gestão das organizações.
FILANTROPIA é o ato continuado de doar dinheiro ou bens a favor de pessoas ou instituições que trabalham com causas sociais. Nas empresas é comum encontrarmos filantropia estratégica, onde adotam uma causa e destinam parte dos recursos.
COMPROMISSO SOCIAL é assumir de fato a prática responsável e comprometer-se com a melhoria da qualidade de vida das pessoas e a diminuição das desigualdades sociais. (Priscila Vidor)